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Como é o dia a dia de um desenvolvedor remoto?

Como é o dia a dia de um desenvolvedor remoto?

Trabalhar remotamente pode ser um desafio para muitas pessoas. Alguns se adaptam facilmente e conseguem criar uma rotina de trabalho. No entanto, tem quem não consiga se organizar e focar no que precisa ser feito. Atualmente, muitos brasileiros estão experimentando a sensação de trabalhar em casa, devido a pandemia do Covid-19. Mas o trabalho remoto não é novidade para muitas pessoas. É o caso do Kelvin Stinghen que atua remotamente como desenvolvedor backend na Toggl Plan, empresa localizada na Estônia.

O Kelvin participou do nosso Kenzie Talk e falou sobre os desafios de ser um desenvolvedor retomo em uma empresa estrangeira, como criar uma rotina para trabalhar de casa, dicas para quem deseja atuar como desenvolvedor e, claro, como entrar no mercado de trabalho. Se você não conseguiu assistir a live, no blog de hoje a gente fez um resumão de tudo o que foi dito. E, claro, você ainda pode assistir a live, clicando aqui

Quem é Kelvin?

Desenvolvedor backend. Tem 28 anos e trabalha como dev há 12 anos. Ele é de Blumenau (Santa Catarina) e hoje trabalha remotamente para uma empresa européia. Seu primeiro emprego foi como estagiário na área de programação, aos 16 anos. “Comecei fazendo um curso de programação com moldes parecidos ao da Kenzie, onde é ensinado desde o básico até o avançado da programação. O curso era de segunda a sexta-feira, cerca de 6 horas por dia. No fim, eles me encaminharam para o mercado de trabalho. Eu terminei o curso e em um mês já estava trabalhando com programação”, explica Kelvin. 

Atualmente Kelvin trabalha na Toggl Plan com a Elixir, uma linguagem relativamente nova, criada por um brasileiro. 

O que é preciso para ser um bom desenvolvedor?

De acordo com Kelvin, estar sempre atualizado é fundamental. É importante procurar aprender mais rapidamente e ser uma pessoa curiosa. “Na área de TI as coisas mudam rapidamente. Então você precisa se atualizar. Já conheci caso de pessoas que se acomodaram, ficaram muito tempo no mesmo, sem se atualizar, e quando aconteceu uma mudança grande na empresa, a pessoa não se adaptou e perdeu o emprego”.

Além disso, saber inglês (mesmo que o básico), é interessante. Dessa forma é possível ampliar o leque de pesquisas e aprender mais sobre a área. Além disso, o inglês é importante para quem deseja trabalhar fora do Brasil. Ou no Brasil, mas para uma empresa estrangeira.

A principal dica é: o mercado de tecnologia é um mercado que não para. Então, não fique na sua zona de conforto. 

É importante praticar a programação que você está aprendendo? 

Para Kelvin, é na prática que você verá resultado. “Quando você põe na prática o que você aprendeu, você entende que pode fazer aquilo. Quando vejo uma linguagem nova, eu não quero apenas estudar e ver a parte teórica, eu quero colocar em prática, ver como aquilo funciona e o que eu consigo fazer. A prática é uma das coisas mais importantes no aprendizado”. 

Como se adaptar ao trabalho remoto?

Se organizar é fundamental para quem trabalha remotamente. Se você não tem disciplina, pode se perder e não produzir como deveria. Trabalhar em casa tem algumas armadilhas, por exemplo, criar o hábito de acordar mais tarde que o normal e não conseguir focar no que precisa ser feito. Por outro lado, enquanto alguns podem não conseguir produzir, outros trabalham demais e se esquecem da vida pessoal. O que fazer para criar um meio termo? Segundo Kelvin, é imprescindível estabelecer uma rotina. “No começo a adaptação é muito legal, porque você não precisa se deslocar até a empresa. É preciso criar uma disciplina para não cair nas armadilhas de trabalhar remoto. Hoje acordo entre 5 e 6h da manhã e trabalho em torno de 8h por dia”. 

Outra mudança feita por Kelvin foi criar um escritório (dentro de casa) para trabalhar. E a gente separou outras dicas para que você estabeleça uma rotina de trabalho: 

  1. Planeje tudo o que você precisa fazer, elencando o que é prioridade.
  2. Faça o possível para acordar sempre no mesmo horário. Crie rotina com horários para se alimentar também.
  3. Tente criar um ambiente confortável de trabalho. Nada de trabalhar na cama, eim? Separe um cantinho da casa que seja bem ventilado e que seja tranquilo.
  4. Separe alguns momentos do dia para dar uma pausa: tomar um café, dar uma caminhada e descansar um pouco. 

Como entrar no mercado de trabalho?

Durante o Kenzie Talk, Kelvin comentou que sempre ficou de olho nos fóruns de programação e que, um dia, alguém postou sobre a vaga aberta na  Toggl Plan. Ele já conhecia a empresa e então se inscreveu para participar do processo seletivo, que foi realizado em três fases:

  1. Teste online: a empresa aplicou um teste de perguntas e respostas sobre programação. Para passar, era preciso tirar nota 9!
  2. Entrevista: após o teste, Kelvin foi entrevistado pelos responsáveis pela vaga.
  3. Semana teste: e depois de passar pela entrevista, o Kelvin trabalhou por uma semana na empresa para que eles pudessem conhecer melhor o seu trabalho. “Essa fase de testes de trabalho remoto é importante, pois a empresa precisa saber se você é comunicativo, interage bem com a equipe (mesmo de longe) e, claro como é o seu trabalho”, explica Kelvin.

“O mercado de trabalho agora está precisando muito de desenvolvedores, em qualquer nível de experiência”. 

O que você observa quando vai contratar alguém?

Se a pessoa for do nível Junior, eu observo se a pessoa tem força de vontade. Ou seja, o quanto ela quer aquele emprego e se o candidato busca aprender coisas novas e está disposto a aprender. 

Na área de desenvolvimento, qual a diferença entre um profissional Junior, Pleno e Sênior? 

 A experiência e conhecimento técnico de cada um.

Existe idade para se tornar um programador?

Não acho que tem idade avançada para começar algo se você realmente se esforçar. Pode ser um pouco mais difícil para uma pessoa que já vem de outra área e que já tem alguns vícios de trabalho que talvez dificultem o aprendizado, mas não acho que seja impossível e não acho que seja dificílimo. Eu recomendaria para quem quer mudar os ares, experimentar a experiência de migrar de área, de conhecer algo novo.

Gostou do nosso resumão? O Kenzie Talk ainda teve várias outras perguntas legais e o Kelvin respondeu todas! 

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